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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Comparativo: Kawasaki Vulcan S enfrenta Honda CTX 700

Kawasaki Vulcan aproxima estilo custom de um número maior de motociclistas e rivaliza com Honda CTX

 

Texto: Marcelo Assumpção   fotos: Mario Villaescusa

A Kawasaki Vulcan S se junta à Honda CTX 700 como porta de entrada para as custom de maior cilindrada com diferenças importantes não só no estilo, mas especialmente em uso. Partindo da estética clássica das custom, a Kawasaki preferiu estilizar e modernizar elementos para atrair um público urbano mais jovem. Cores como o roxo metálico e o preto fosco nas peças de aço são prova dessa intenção. Chama atenção o desenho das rodas, a ponteira do escapamento curto e o amortecedor traseiro lateral. Só parecem destoar os piscas excessivamente simples e os espelhos retrovisores grandes e retos.
   
Montando na Vulcan, percebe-se que ela é mais estreita e os comandos estão mais próximos do que na CTX, tanto para as mãos quanto os pés. O banco é menor, mas tem espuma de boa espessura, e no caso da garupa é mais confortável por contar com mais espuma e formato anatômico, algo raro na categoria – na Honda a camada é fina e plana. Aqui vale uma ponderação de acordo com a estatura do piloto e o tipo de uso que pretende fazer: é inegável que a CTX oferece mais espaço para pilotos de maior estatura que pretendam viajar e se beneficiarão de manter pernas e braços mais esticados; por outro lado, se tiver até 1,75m ou for rodar a maior parte do tempo em percurso urbano, a Vulcan vai melhor.

Acelerar as duas também rende sensações muito diferentes. Quem está acostumado à linearidade do motor de 670cc da CTX, que parece manter o mesmo ritmo de aceleração ao longo de toda a faixa de rotações, terá uma surpresa com a Vulcan. O comportamento é o mesmo da ER-6, que a partir de médios giros ganha impulso extra, quando a CTX já está perto da faixa de corte, e segue até passar de 10.000 rpm.

São dois motores de 2 cilindros paralelos com capacidades volumétricas próximas, mas de concepções e performances quase opostas. Na Vulcan os pistões têm mais diâmetro do que o curso que percorrem, ou seja, a Kawasaki prioriza o ganho de rotações e a potência máxima; na CTX o curso é maior para que entregue torque em baixas rotações e consuma menos combustível. O resultado é que a Vulcan atinge 61 cv a 7.500 rpm e a CTX 47 cv a 6.250 rpm. Por outro lado, o torque máximo de 6,4 kgf.m só é entregue a 6.600 rpm e na Honda é de 6,1 kgf.m disponíveis a 4.750 rpm.

O comportamento dinâmico das duas é uma elogiável exceção no mundo custom, porque leveza para mudar de direção, frenagem eficiente e estabilidade nas curvas formam um trinômio difícil de encontrar nesse segmento. As pedaleiras da Vulcan pedem menos cuidado nas curvas, demoram mais a tocar o asfalto nos contornos fechados, lembrando que em contrapartida isso implica em pernas mais flexionadas.

Podemos afirmar que a Vulcan é mais “esportiva” e ágil em todos os aspectos, oferecendo boa capacidade para uso urbano, e que a CTX é recomendável para pilotos com mais de 1,80m ou intenção de rodar a maior parte do tempo nas estradas. A Vulcan está sendo vendida por R$ 25.990 e R$ 27.990 (ABS). Já a CTX sai por R$ 32.077.






 

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