Mc carcarás do ingá

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domingo, 3 de julho de 2011

Kasinski Comet GT-R 250: Quase Tudo de uma Superbike

A Kasinski Comet GT-R 250 tem como primeiro atributo a beleza. Sua carenagem com farol diminuto e retangular lhe conferem ares italianos que a aproximam visualmente do frontal da Bimota DB7, um requinte extra para uma moto de menor cilindrada e preço mais em conta.

A Comet GT-R 250 é a moto exata para quem quer dar toda a pinta de estar sobre uma poderosa superbike, mas sem ter que desembolsar algumas boas dezenas de milhares de reais. Mas é importante ficar só no visual, porque no barulho, mesmo com ponteira esportiva, ou rodando, logo se poderá verificar não se tratar de uma moto de 600 ou mais cilindradas e de uma quatro cilindros.

No entanto, isto não é nenhum demérito para a GT-R, pois é necessário avaliá-la dentro de sua categoria, esportiva de até 300 cilindradas, e aí ela está muito bem posicionada. Para matar logo a curiosidade de todos, chegamos a alcançar o que se pode chamar de uma incrível marca: 177 Km/h (em velocímetro), confirmando que ela é a mais veloz 250 cilindradas que já testamos, e até poderia ter alcançado marca melhor. É que a versão 2009/2010 ganhou alimentação por injeção eletrônica, mas perdeu alguns CV. A versão carburada alcançava a potência máxima de 32,5 CV a 10.000 rpm, enquanto a versão atual gera 29,2 CV a 10.500 rpm, foram 3,3 CV perdidos a fim de torná-la compatível com as novas normas de redução de emissão de poluentes.


Com torque máximo que também só aparece a partir dos 8.000 rpm, a GT-R se mostra feita para andar “enrolando o cabo”, quando nela tudo parece se estabilizar, com ruído do motor “afinando”, respostas sendo mais rápidas e o motor, de 2 cilindros em “V” parecendo funcionar como se fosse um 4 cilindros em linha, até é bonita de ouvir e sentir.

Em baixas rotações, no entanto, a GT-R exige mais trabalho de câmbio a fim de manter seu motor sempre mais “cheio”, senão uma vibração maior será sentida e um ronco mais característico de um dois cilindros será ouvido.

Curioso é que há uma etiqueta colada ao tanque que recomenda que não se ultrapasse 5.000 rpm antes dos 850 Km rodados, mas é muito difícil seguir esta recomendação, pois a moto parece entrar em bom ritmo de funcionamento com 7.000 rpm, momento em que ela consegue desempenhar a velocidade de 105 Km/h.

O consumo é adequado para o porte e proposta da moto, variando entre 19 e 27 Km/l, de acordo com o tipo de condução e condições de tráfego que a moto enfrentar.

Quem senta sobre uma GT-R tem a nítida sensação de que ela é tão robusta quanto uma superbike. Esta sensação deriva do fato de que seu quadro está baseado no mesmo projeto empregado na GS 500 da Suzuki e que seu tanque, com capacidade de 17 litros, é bastante volumoso. Todos aqueles que não tem um prévio conhecimento sobre a GT-R imaginam que ela seja uma moto de grande cilindrada.


 A GT-R tem quase tudo que uma superbike oferece, faltaria apenas um indicador de marcha engatada no painel, uma sexta marcha seria bem apreciada, de resto está tudo muito apropriado. Nos freios há até um super dimensionamento. Os dois discos na dianteira e o disco único da traseira seguram mesmo a moto e a suspensão dianteira suporte muito bem o efeito mergulho. Há de se cuidar um pouco com o ajuste da altura dos manetes de freio e embreagem, pois, se forem muito rebaixados, podem encostar na carenagem, sendo que o da esquerda irá encostar no painel de instrumentos quando a direção foi muito esterçada em estacionamento.

Muitos comentam querer substituir a medida do pneu traseiro da GT-R, um 150/70, por um que proporcione perfil mais largo, o que desaconselhamos, pois, quanto mais largo o pneu pior será a capacidade da moto em curvas. A medida original está bem proporcionada.

fonte: sobremotos

Um comentário:

  1. Finalmente uma matéria que não cairam de preconceito pra cima da Comet e não apresenta nenhuma inverdade! Gostei

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