Mc carcarás do ingá

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quer viajar de moto em grupo? Veja dicas e conheça as regras


Arthur Caldeira/Infomoto
Pequeno ou grande, grupo de motociclistas viaja melhor seguindo alguns passos


Em uma viagem em grupo existem dois tipos de motociclistas: estradeiros e aventureiros. Os primeiros, na maioria das vezes, usam motos de alta cilindrada (custom, naked ou carenadas esportivas) e querem usufruir as boas estradas e curtir a paisagem. A segunda turma prefere os modelos da categoria bigtrail, aquelas motos que podem enfrentar qualquer tipo de terreno.


Nos dois casos, companheirismo e preocupação com o colega são fundamentais -- a ideia é que todos rodem no mesmo ritmo e na mesma velocidade. Rodar ao lado de outras motocicletas requer conhecimento, habilidade e respeito. Conheça regras de segurança e dicas para um bom divertimento e boa viagem!


Infomoto
 
1. ENTROSAMENTO
 
Reunir as pessoas antes da viagem e traçar uma rota, paradas para abastecimento ou até mesmo locais de hospedagem é uma forma saudável de entrosar o grupo. Outra definição importante é saber quem será o líder e quem deverá fechar o pelotão. Ambos devem ser experientes.
 
 
Divulgação
 
2. TECNOLOGIA "A BORDO"
 
É importante que pelo menos um membro do grupo esteja equipado com celular, rádio e kits de ferramenta (daquele compacto, para reparos básicos) e de primeiros-socorros. Isso deixará o grupo preparado para qualquer imprevisto.


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3. ORGANIZAÇÃO
 
O briefing inicial é muito importante. É a hora de expor os detalhes e o que fazer durante o percurso. É a hora do organizador transmitir confiança e mostrar ao grupo que é capaz de resolver as coisas. Ele deve agir com lucidez e firmeza. Se uma moto apresentar problema, apenas o motociclista que está vindo de trás (ou outro que for escolhido para fazer isso) deve parar para ajudar. "Nunca pare no acostamento. Tente chegar a uma área de escape ou posto de gasolina. Em caso de problemas médicos ou socorro mecânico, vale usar o celular mesmo", adverte Antônio Pimenta, da PHD Pimenta, motociclista há 30 anos.


Reprodução
 
4. RESPEITO À FORMAÇÃO
 
Acompanhe a sinalização do líder e pilote sempre mantendo distância da moto à frente. Rodando em posição alternada é possível ver o que acontece e ter tempo e espaço para uma manobra evasiva ou emergencial. Em estradas de curva ou situações de baixa visibilidade ou asfalto sem condição adequada, o ideal é rodar em fila única. Nunca fique lado a lado -- além de passível de multa, há risco de acidente caso haja movimentos bruscos. Procure tomar cuidado dos colegas: se algum deles sumir do retroviso, isso pode ser um sinal de problemas... ou de que você está indo rápido demais. Por outro lado, se você ficar para trás e se distanciar, não entre em pânico: é provável que eles tem esperem na próxima parada.
 
 
Divulgação
 
5. NÃO FUJA DO ROTEIRO
 
Roteirizar o percurso é fundamental. "O indicado é fazer uma parada de cerca de meia hora a cada 200 quilômetros. Servirá para abastecer, ir ao banheiro e fazer um lanche. Uma refeição mais completa deve ser feita apenas no destino final. Pilotar com a 'barriga cheia' dá sono", explica Pimenta. Junto com sua esposa, Ana Pimenta, da Let´s Ride, eles organizam passeios pela Europa e Estados Unidos.
 
 
Doni Castilho/Infomoto
 
6. ACUMULE EXPERIÊNCIA
 
O piloto João Tagino, de 46 anos, já participou de diversas provas de rali, como o Rally dos Sertões e até mesmo o Dakar. Em janeiro de 2012, ele fez uma viagem em grupo com amigos e se apaixonou pela função de "guia" (o líder). Como mora na região Norte, próximo ao Peru, ele passou a organizar viagens a Machu Picchu e outros destinos da América do Sul. Hoje tem uma empresa, a Tagino Adventure, que já percorreu 13 países e se especializou nesse tipo de expedição. A média de integrantes é de dez motociclistas por grupo, mas tudo depende do nível de pilotagem e entrosamento entre eles. "Já tive grupos com cinco que daria mais dor de cabeça que um de 15 com gente atenta", comenta.


Divulgação
 
7. ATENÇÃO AOS ERROS
 
Segundo Tagino, não existe erro comum, mas sim uma sucessão de pequenos equívocos. Por exemplo, viajar com a moto repleta de bagagem é o início de problemas futuros -- os pneus deverão estar com a pressão mais alta e terão menor aderência, aumentando a chance de quedas. O idela é ter uma moto sempre ágil e leve. Outra questão é a atenção à documentação do motociclista e da motocicleta e às normas de outros países, caso a viagem seja fora do Brasil.
 
 

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