Mc carcarás do ingá

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Kawasaki Z 300 é uma pequena fera em duas rodas








Roberto Brandão Filho


Motocicletas de baixa cilindrada não significam desempenho ruim e design ultrapassado. Pelo contrário, as novas máquinas de “entrada” estão cada vez mais estilosas e chamativas. Esse é o caso da nova Kawasaki Z 300, apresentada ao público no final do ano passado durante o Salão de Milão 2014. O design segue as mesmas linhas agressivas e modernas da Z 800, que inclui a rabeta minimalista, um conjunto óptico dianteiro compacto e estiloso, além de uma carenagem “musculosa” para uma moto de 300 cc. A naked ganhou também um painel de instrumentos esportivo, que mescla informações digitais com analógicas.

Para oferecer um desempenho esportivo, mas ao mesmo tempo urbano – principal característica das motos naked – a Z 300 é equipada com o mesmo chassi e motor da Ninja 300, mas conta com guidão mais largo. A alteração, combinada com o motor de dois cilindros paralelos de 296 cm³, promete deixar rivais para trás, mas sem abrir mão da posição de pilotagem ereta e relaxada. Confirmada apenas para a Europa – mas com grande possibilidade de vir ao Brasil – a Z 300 está disponível nas cores verde e preta.

Motorização
 
A Kawasaki Z 300 é uma evolução da naked Z 250 encontrada no mercado asiático. E, assim como aconteceu com a “Ninjinha” em sua transição para as 300 cc, esta recebeu algumas importantes modificações no propulsor, que mudaram o seu comportamento. O curso dos pistões, feitos em alumínio, passou de 41,5 mm para 49 mm e como consequência trouxe novas bielas, duto de admissão redimensionado, além de novos virabrequim e eixo balanceiro.


Por ter a mesma arquitetura, o motor da Z 300 apresenta as mesas características esportivas que o da mini-esportiva. Atinge a potência máxima de 39 cavalos as 11.000 rpm e torque de 2,8 kgf.m aos 10.000 giros, o que demonstra sua tendência a trabalhar em regimes mais altos, com o ponteiro do tacômetro quase no vermelho. Além disso, o motor também conta com o beneficio de um sistema de arrefecimento líquido redimensionado para manter o propulsor sempre na temperatura ideal de funcionamento.

Assim como ocorre na família das superesportivas da marca, a Z 300 também conta com o sistema de dupla válvula de aceleração que controla precisamente a entrada de ar, resultando numa resposta de aceleração mais linear durante toda a faixa de potência. A embreagem deslizante da pequena superbike também está presente na naked.

Naked pura
 
Assim como o coração da moto, todo o chassi da Z 300 é baseado no de sua prima superesportiva. Seu quadro de aço do tipo diamond dá a resistência e esportividade necessária para transformá-la numa naked pura. Para minimizar a vibração característica dos motores de dois cilindros em linha, a Kawasaki adotou coxins de borracha no ponto de fixação entre propulsor e quadro. A Z 300 tem tanque de combustível de 17 litros de capacidade e pesa 168 kg em ordem de marcha para a versão standard e 170 kg para a com ABS.


O conjunto de suspensão é formado por garfo telescópico com tubos de 37 mm e curso de 120 mm na dianteira, e monoamortecedor traseiro do tipo Uni-Trak com 130 mm de curso. Segundo a Kawasaki, a configuração standard do conjunto garante um funcionamento confortável para a pilotagem urbana e firme para uma condução mais esportiva. A mola traseira oferece cinco níveis de regulagem da pré-carga, feitos com o auxílio de uma chave.

Disponível em duas versões, uma sem e outra com o sistema ABS, a Z 300 conta com disco de 290 mm mordido por pinça de dois pistões na dianteira e disco de 220 mm, com pinça também de dois pistões na traseira. O formato de pétala dos discos, que auxilia na dissipação do calor, é proveniente dos modelos da família Ninja. Outro item vindo das esportivas, dessa vez da ZX-14, são as rodas de alumínio de dez pontas, que na Z 300 são calçadas com pneus de aro 17’’ nas medidas 110/70 na dianteira e 140/70 na traseira.

Mercado nacional
 
A Kawasaki ainda não confirmou oficialmente a vinda da Z 300 ao Brasil. No entanto, pela presença da Ninja 300 no mercado nacional e pela ausência de uma representante da marca na categoria das nakeds de baixa cilindrada, podemos presumir que a Casa de Akashi comercializará o modelo por aqui. Afinal, além de aumentar ainda mais sua linha de produtos no país, irá acirrar a competição no segmento, fazendo a alegria do motociclista brasileiro.


Fonte: http://www.moto.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2015

Produção de motos tem queda de 21% em fevereiro, diz Abraciclo

Mês fechou com 110.809 unidades fabricadas no país.
Em 2014, indústria havia registrado 140.259 motos produzidas no período.

 

Produção de motos Honda
(Foto: Caio Mattos/Divulgação)
O mês de fevereiro de 2015 terminou com queda de 21% na produção de motos, informou a Associação Brasileira dos fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo), nesta sexta-feira (6).

De acordo com a entidade, o volume foi de 110.809 unidades no período, número inferior em relação às 140.259 motos produzidas em fevereiro de 2014.
Comparando com janeiro, que alcançou 122.057 unidades feitas no país, a produção foi 9,2% inferior.

Vendas

As vendas no atacado – para concessionárias – chegaram a 108.637 unidades em fevereiro, correspondendo a um crescimento de 3,7% em relação a janeiro (104.205 motocicletas). Na comparação com fevereiro de 2014 (138.228 unidades), houve retração de 21,8%.

No varejo, foram vendidas 93.796 motocicletas, o que representa um recuo de 13,7% ante o volume de janeiro (108.647 unidades) e de 21,5% em relação a fevereiro de 2014 (119.462).

A média diária de vendas no mês chegou a 5.211 unidades, volume ligeiramente superior (0,72%) ao da média de janeiro (5.174), porém 12,7% menor em relação à de fevereiro do ano passado (5.973), que teve dois dias a mais de comercialização.

Exportações

O segmento de motocicletas registrou uma evolução de 14,6% nas exportações, passando das 2.174 unidades de janeiro para 2.491 motos em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2014 (9.625), no entanto, as exportações caíram 74,1%.

De acordo com a entidade, a queda ocorreu principalmente devido à redução de negócios com a Argentina, que até recentemente era o principal destino das motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus – PIM.

 

Benelli encerra as atividades no mercado brasileiro

 
Foto: Mario Villaescusa

Quatro motocicletas da marca – pertencente a um grupo chinês – eram montadas na fábrica da Bramont, em Manaus (AM) 

 

A Benelli está oficialmente fora do mercado brasileiro. A Bramont, que montava os modelos da marca em Manaus, encerrou as operações de sua unidade fabril em fevereiro devido “ao completo panorama adverso do mercado automobilístico brasileiro, agravado pela depreciação do Real”.


A produção da Benelli parou em julho do ano passado, depois de seis meses e 178 unidades montadas dos modelos TNT 899, TREK 899, TREK 1130 e TREK 1130 Amazonas. A única concessionária inaugurada no país, na capital paulista, foi fechada após uma queima de estoque no segundo semestre de 2014.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Kawasaki Ninja H2R passa dos 350 km/h

NINJA_H2R_1A poderosa superesportiva é homologada apenas para as pistas

O mundo pode finalmente ter descoberto a velocidade máxima da poderosa Kawasaki Ninja H2R. Durante o lançamento para a imprensa internacional, o site inglês Motorcyclenews notou que uma das unidades da moto registrava 357 km/h em seu computador de bordo, no campo “maior velocidade atingida''.

Embora ainda não se saiba em quais condições de teste o modelo atingiu esta marca, o número já é suficiente para colocar a Ninja H2R entre as motos mais velozes já produzidas em série. Equipada com um motor de quatro cilindros em linha de 998 cm³, a moto ainda conta com um compressor, que eleva a potência produzida à impressionantes 326 cv a 14.000 rpm – já com o auxílio do sistema RAM Air.

NINJA_H2R_2O registro no computador de bordo da moto exibe a maior velocidade atingida (reprodução Facebook)

Homologada apenas para as pistas, a Ninja H2R  tem uma versão de rua mais mansa – sem o “R'' no final – mas, também equipada com o compressor. Esta, inclusive, já foi confirmada para o Brasil pela Kawasaki e deve chegar ainda em 2015. (por Carlos Bazela)

Fonte:infomoto

quarta-feira, 4 de março de 2015

Imposto de Renda: saiba como declarar sua moto

Quem é obrigado a declarar imposto de renda pessoa física e possui veículos motorizados deve ficar atento para não esquecer de informar esses valores. Para não ter problema com o leão da Receita Federal, basta acessar a ficha “Bens e Direitos” do formulário e escolher o código “21 – Veículo automotor terrestre”. No campo “Discriminação”, o contribuinte deverá informar marca, modelo, ano de fabricação, placa ou registro, data e forma de aquisição da moto ou carro.


Fique tranquilo que o leão é manso
Fique tranquilo que o leão é manso


Se o veículo tiver sido adquirido em 2014, deixe o campo “Situação em 31/12/2013″ em branco, preenchendo apenas o espaço referente ao ano de 2014. Do contrário, o contribuinte deve repetir a informação declarada no ano anterior. “Este item diz respeito ao custo de aquisição do carro, e é importante frisar que o valor não muda com o passar do tempo”, explica o diretor tributário Welinton Mota, da Confirp Consultoria Contábil.

“Isto porque a Receita Federal não está preocupada com desvalorização do veículo, mas no que você pode obter em relação ao ganho de capital com ele em caso de compra ou venda. Essa conta é sempre dada pelo preço de venda de um bem menos o seu preço de compra”, explica Mota, complementando que o valor preenchido na declaração deve ser exatamente o mesmo que foi lançado pela primeira vez no seu formulário do IR.

É importante frisar que diante do provável prejuízo na venda do veículo, a Receita não tributará o antigo proprietário do automóvel, mas registrará que ele se desfez do bem. Se o veículo não faz mais parte do patrimônio do declarante, o caminho é deixar o item “Situação em 31/12/2014” em branco, informando a venda no campo “Discriminação”, especificando inclusive o CNPJ ou CPF do comprador.

Em caso de financiamento o correto é lançar os valores que foram efetivamente pagos como valor do carro no exercício de 2014, somados os valores pagos em anos anteriores. O contribuinte não precisará informar nenhum valor em “Dívidas e Ônus Reais”, mas apenas lançar o desembolso total, entre entrada e prestações, no campo “Situação em 31/12/2014”, detalhando no campo “Discriminação” que o veículo foi comprado com financiamento.

Ainda segundo Welinton, não devem ser lançados na ficha em “Dívidas e Ônus em Reais” o saldo das dívidas referente a aquisições de bens em prestações ou financiados, nas quais o bem é dado como garantia do pagamento, tais como alienação do carro ao banco, financiamento de imóveis ou consórcio.

No caso de consórcio, o caminho certo é declarar todo o gasto com o consórcio feito no ano em “Bens e Direitos”, com o código “95 – Consórcio não contemplado”. “No ano em for premiado com o carro, você deixa em branco o campo da situação no ano do exercício, e abre um item novo sob o código ’21 – Veículo automotor terrestre’”, explica  Mota. Um erro muito comum é lançar o consórcio como dívida e depois o carro como bem.

Fonte: http://www.motonline.com.br

terça-feira, 3 de março de 2015

Mercado: vendas de motos em fevereiro diminuem 21,5%

No mês passado, foram emplacadas 93.796 unidades, contra 119.504 do mesmo mês de 2014; em relação a janeiro, queda foi de 13,6%










Texto: Vinícius Piva     foto: Mario Villaescusa

As vendas de motocicletas continuam em ritmo bem lento no Brasil. Em fevereiro, foram emplacadas 93.796 unidades, número 21,5% menor na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro, os negócios encolheram 13,6%, segundo dados da Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

Na soma de janeiro e fevereiro, foram comercializadas 202.435 unidades, resultado 20% menor se confrontado com as 253.163 acumuladas nos dois primeiros meses de 2014. Este é o pior resultado do segmento nos últimos nove anos.

Entre as marcas, a Honda segue sem ser incomodada na liderança absoluta das vendas. As 74.945 motos emplacadas a deixaram na frente com 79,9% de participação de mercado. A Yamaha, com 11.847 e 12,6%, aparece em segundo. Mais distante, em terceiro, vem a Suzuki (1.289 unidades e 1,37%) e colada, em quarto, ficou a Dafra, que vendeu apenas oito motos a menos. A Shineray foi a quinta colocada ao emplacar 841 unidades e conseguir 0,9% do total das vendas.


 

10 motos mais vendidos em fevereiro de 2015

 A CG 150 continua em primeiro.

No geral, as vendas de veículos tiveram o pior resultado para o mês de fevereiro desde 2008.

 Fonte:http://g1.globo.com

Indenizações pagas pelo DPVAT crescem 20% em 2014


Valor dos ressarcimentos chega a R$ 3,9 bilhões.
No total, foram mais de 763 mil casos, diz seguradora.

 

O número de indenizações pagas pelo DPVAT em 2014 subiu 20% em relação ao ano anterior, anunciou nesta terça-feira (3) a seguradora Líder, responsável pelo seguro obrigatório. Foram pagos 736 mil ressarcimentos, totalizando R$ 3,9 bilhões, enquanto em 2013 o número foi de 633 mil indenizações. Casos de invalidez foram a principal causa de pagamento do seguro, com 78% dos registros no período, com 595.693 indenizações.

No restante, as indenizações são relacionadas a reembolso de despesas médicas, com 15% do total (115.446 casos), e morte, que equivale a 7% do total, com 52.226 casos. Segundo o levantamento, ao comparar com 2013, houve um aumento de 34% no número de indenizações pagas por invalidez permanente, um decréscimo de 14% nas indenizações por reembolso de despesas médicas e uma diminuição em 5% no número de mortes.

Para a entidade, a diminuição do número de mortes está relacionada à adoção de equipamentos e políticas de segurança, como uso do cinto , airbag, redução da velocidade nas vias e a Lei Seca. No entanto, ressalta que na categoria das motos há um aumento de indenizações por invalidez permanente a cada ano.

Motos tem 76% das indenizações

O estudo mostra que 76% das indenizações pagas foram para acidentes envolvendo motocicletas, que representam 27% da frota nacional. Do total, 82% foram referentes à invalidez permanente e apenas 4% por morte. O restante para reembolso de despesas médicas.

Mesmo representando a maior parte dos casos, cerca de 41,2% das motos da frota circulante tem inadimplência do DPVAT por parte de seus propietários, informa a seguradora.

Foram mais de 580 mil vítimas em acidentes com motocicleta, a maioria do sexo masculino (88%) nas indenizações de morte (88% é para as indenizações de morte em acidentes envolvendo motocicletas). Já os automóveis representaram 19% (147.012) das indenizações pagas, as picapes e vans 3% (21.855) e ônibus, micro-ônibus e vans representaram 2% (14.435).

Homens representam 75% das vítimas

Em relação ao perfil dos acidentados, 75% eram homens e 25%, mulheres. Os jovens são os que mais sofrem: 24% das vítimas tinham entre 18 a 24 anos, 28%, de 25 a 34, 19%, de 35 a 44, 19%, 45 a 64, 4% mais de 65, 1% de 0 a 7 e 5% de 8 a 17.

Das indenizações pagas por morte, 50% (25.889) foram destinadas a motoristas (sendo 16.356 motociclistas), 31% (16.252) pedestres e 19% (21.776) passageiros.

O que é DPVAT

O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

O pagamento para beneficiários de vítimas fatais é de R$ 13.500. Nos casos de invalidez permanente, o pagamento pode chegar a R$ 13.500, de acordo com a gravidade das lesões. Já o reembolso hospitalar e médico pode chegar a R$ 2.700.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de três anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.


Desgaste excessivo dos pneus

Desgaste excessivo ou desgaste irregular dos pneus é um problema relativamente comum em motocicletas. Na maioria dos casos isto é resultado da falta de calibragem dos pneus. Pneus com a pressão acima do recomendado apresentam desgaste no centro da banda de rodagem. Pneus com calibragem abaixo do recomendado apresentam desgaste nas bordas.

Em ambos os casos o equilíbrio e estabilidade da motocicleta estão comprometidos e, portanto, fica claro que sem contar o custo relativo à redução da vida útil do pneu, calibragem é um item de segurança. O desgaste excessivo ou irregular pode também ser resultado do estado e uso da motocicleta bem como estilo de pilotagem.

Veja a seguir diversas recomendações sobre isso:

– Pilotagem agressiva (curvas no limite, frenagens fortes), desgasta excessivamente os pneus.

– Motos com maior incidência de uso em trechos retos (estradas por exemplo), tendem a apresentar desgaste no centro do pneu, criando o chamado “pneu quadrado”.

– Desalinhamento do chassi que pode ocorrer em motos que já sofreram acidentes.

– Peso mal distribuído, como por exemplo uma caixa de ferramentas em um só alforje, amortecedores danificados ou com mau ajuste da pressão nas molas e na ação hidráulica.

– Quanto maior a potência da moto, maior o desgaste do pneu traseiro devido a tendência da roda arrastar nas arrancadas e ao grande torque aplicado na roda que traciona.

– O estado de conservação das rodovias pode contribuir para o desgaste irregular e causar danos.

– Fazer “rodinha” ou “zerinho” não só causa desgaste no pneu traseiro, como pode causar danos no motor de sua moto, que não foi projetado para manter o alto giro e torque sem refrigeração; deixe isto para os profissionais de “freestyle”.

– Pressão dos pneus: a temperatura é uma causa importante na variação da pressão nos pneus. Para o ar, a relação – P.V/ T – é constante, onde: P= Pressão, V= Volume e T = Temperatura. Para pneus de motocicletas em geral, considerando-se o volume de ar e a elasticidade da borracha dos pneus, podemos chegar a uma relação simplificada onde para cada 5,6°C, temos uma variação de 1 psi (libras) na pressão. Assim, se sobe a temperatura, sobe a pressão também e vice-versa.

– A pressão ideal para cada pneu e condições de carga são indicadas no manual da motocicleta e na lateral dos pneus (alguns pneus mostram somente o limite máximo). Lembramos que o peso transportado influi nestes valores.

– Quando calibrar: a pressão deve ser verificada a cada semana e com os pneus frios (não houve um longo período de uso antes da calibragem).

– Em dias quentes a pressão de um pneu rodando pode variar por volta de 6 psi (libras), sendo normal uma perda de pressão de 1 psi (libra) por mês. Então veja: você calibra os pneus em um dia muito quente de verão e não verifica a calibragem por 6 meses (o que não é recomendável). Ao sair cedo num dia frio de inverno, você pode estar com até 12 psi (libras) a menos nos pneus de sua moto e isto pode ser muito perigoso.
 
 
– Verifique a pressão de ar dos pneus semanalmente e sempre antes de viajar.

Outro aspecto importante e que exerce influência sobre os pneus é a qualidade dos pneus. Mas o que podemos entender sobre a qualidade dos pneus, gastos excessivos,  pouca aderência em piso seco ou molhado, furos constantes?

Um técnico especializado em pneus disse em uma palestra referente ao assunto que “pneu bom é aquele que gasta muito rápido”. Claro que ele quis dizer do tocante ao grip, ou seja, a aderência no piso e em situações de competições. Assim, devemos nos preocupar em usar um pneu que atenda o tipo de uso que vamos lhe dar e manter os pneus sempre em bom estado, sem excessos na pilotagem, como frenagens ou re-acelerações desnecessárias. Motociclistas que usam a moto diariamente, no ir e vir do trabalho ou mesmo para o lazer em viagens, não estão nas ruas para competir.

É bom lembrar que pneu também possui “vencimento”. A borracha mantém suas qualidades durante cinco anos da data de fabricação. Também, se o pneu não estiver armazenado adequadamente, poderá ressecar e formar rachaduras mesmo antes de usar. Desta forma, se vai comprar uma moto usada e encontrou aquela moto dos sonhos, com baixa quilometragem e nunca precisou trocar os pneus originais porque ainda estão “novos”?

Cuidado! A moto usada pode estar impecável, mas por ficar muito tempo parada (com baixa km) o pneu passou de sua validade. As outras peças de borracha seguem o mesmo caminho. Pneu é um assunto sério para a segurança do piloto, por isso trate-o como sendo da família.

Texto postado no Fórum Motonline por “Superman“, revisado por Carlos Amaral

Data: 17/10/2013 

segunda-feira, 2 de março de 2015

De Mônica a Van Gogh e Sete-Galo, conheça 10 apelidos curiosos de motos

Procure nos classificados pela Suzuki GSX 750F: surgirão poucas unidades à venda. Agora tente buscar por "Suzuki Mônica". Pronto: são centenas de anúncios da sport-touring da marca japonesa que tinha proposta mais estradeira do que a da sua irmã radical, GSX-R 750.

Tudo vem do conjunto óptico duplo da 750F, cuja forma lembrava os famosos "dentões" da personagem do cartunista Maurício de Sousa.

Bem humorados e espirituosos, os motociclistas costumam colocar apelidos -- alguns carinhosos, outras nem tanto -- em diversos modelos. Quem nunca ouviu falar da famosa "Sete-Galo"? Este é o apelido da Honda CB 750, como referência ao número da ave no jogo do bicho.

Conheça estes e outros apelidos curiosos de motos:

1. Suzuki Mônica
 
Ela não fez tanto sucesso como sua irmã mais esportiva, a GSX-R 750, mas teve fãs leais na década de 1980. Tudo por conta do conforto e motor vigoroso de quatro cilindros com mais de uma centena de cavalos. Embora os primeiros modelos tivessem um farol único, a versão foi reformulada no final dos anos 1990. Ganhou dois faróis ovalados, que lhe renderam o apelido.
2. Honda Bubbaloo
 
Em 1989, a Honda decidiu dar uma cara mais esportiva para sua famosa CB 450, naquela época o sonho de consumo de 10 entre 10 motociclistas. Para isso, encheu-a de carenagem e criou a CBR 450 SR: o desempenho era o mesmo, mas se você quisesse uma esportiva, era o que tinha. Em 1993, adotou grafismos rosa e roxo ao melhor estilo "new wave". Pronto: as cores chamativas da roupagem foram igualadas pelos fãs à embalagem do chiclete.

3. Yamaha Viúva Negra
 
O início dos anos de 1970 assistiu a uma invasão das motos japonesas em todo o mundo, inclusive no Brasil. A Yamaha, vencedora nas pistas com suas motos de 250 cc e 350 cc, criou a RD 350 (o RD significava "Race Developed", desenvolvida pra corridas). Com um potente motor dois cilindros dois tempos, a Yamaha RD 350 tinha um desempenho elevado para época: 39 hp a 7.500 rpm. E, embora tivesse freio a disco na dianteira, outra raridade naqueles tempos, frear não era seu forte: daí o apelido em referência à aranha que mata seu companheiro após o acasalamento.

4. Honda CG Bolinha
 
Lançada em 1976, a CG está para os motociclistas como o Fusca está para os motoristas de automóveis. Todo mundo começou -- ou pelo menos já pilotou -- uma Honda CG 125 na vida. Seu sucesso é tanto que até hoje a CG ainda está em produção, porém com desenho atual e motor de 150 cc com injeção. Da década de 1970 até os anos 1980, tinha tanque e tampas laterais com formas arredondadas. Essa é a tal CG Bolinha.

5. Suzuki Bico de Pato
 
Quem hoje vê a linha GS da BMW, a Yamaha Crosser e outras motos de uso misto com aquele para-lama alto e prolongado nem imagina onde essa tendência surgiu. À sua época, foi tão diferente que ganhou o apelido de "Bico de Pato". A Suzuki DR 800, precursora do estilo com um dos maiores motores de um cilindro já fabricados, foi lançada em 1990 e seu design bicudo ainda é tendência.

6. Honda Fazendeira
 
Na década de 1970, chegou ao Brasil a Honda CT 90. Uma pequena moto, com motor de um cilindro, 89 cc, e embreagem rotativa, como nas atuais Biz. Por ter perfil utilitário, com um bagageiro no lugar do assento para garupa, e voltada para o fora-de-estrada, com pneus biscoito e escapamento alto, a pequena CT90 ficou conhecida como "Fazendeira".

7. Yamaha Van Gogh
 
A Yamaha DT 200 veio substituir o modelo de 180 cc no início da década de 1990. Com o motor de maior capacidade cúbica, foi preciso instalar refrigeração líquida e a Yamaha também adotou uma única aleta no lado direito do tanque para direcionar melhor o fluxo de ar. O design parecia um pouco desequilibrado e os criativos motociclistas brasileiros apelidaram a primeira DT 200 de "Van Gogh", o famoso pintor holandês que teve a orelha cortada.

8. Honda Tucunaré
 
Em 1984, a CB 400 era a big-naked da época, mas a Honda decidiu atualizar o modelo e ampliar a capacidade cúbica do motor, surgindo assim a CB 450. Entretanto, ainda manteve em produção uma versão da CB 400 com o visual da 450. Como era produzido em Manaus (AM) para o mercado brasileiro, recebeu o apelido "Tucunaré", peixe típico dos nossos rios.

9. Honda Sete-Galo
 
O apelido poderia servir a qualquer moto de 750 cc, pois o numeral 50 era o número do Galo no jogo do bicho. Entretanto, esse apelido ganhou fama com a Honda CBX 750F, que chegou ao Brasil em 1986 e foi fabricada até 1994 em diversas versões -- todas equipadas com o excelente motor tetracilíndrico de exatos 747 cm³. Alguns motociclistas mais antigos afirmam que na década de 1970, a antiga CB 750 já tinha esse apelido. 

10. Honda Xiselão
 
A maioria dos trilheiros no Brasil começou a praticar o motociclismo fora-de-estrada com a Yamaha DT 180 ou com a Honda XL 250R, lançada em 1984. Mas em 1987, os motociclistas queriam algo mais e a Honda lançou a XLX 350R, que por seu motor maior ganhou o apelido de "Xiselão" por ser maior que a XL. Assim como a versão menor, a XL 125 ficou conhecida depois como "Xiselinha".

Arthur Caldeira
Da Infomoto



Fonte: Infomoto