Mc carcarás do ingá

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Feline Yacouba é uma moto potente e superexclusiva

 
Yacouba Galle
Para os afortunados motociclistas que não se contentam em ter na garagem de casa somente uma superesportiva caríssima, a Feline Motorcycles anuncia para 2016 uma top esportiva superexclusiva e com design ultramoderno. Trata-se da Yacouba, com projeto assinado pelo célebre francês Yacouba Galle, designer, jornalista e piloto de testes, que empresta seu nome a essa máquina de duas rodas.

Segundo a perspectiva do projeto, a Feline Yacouba vai contar com motor três cilindros de 801cc e uma potência estimada de 170 cavalos. O câmbio é seis marchas. O peso seco anunciado é em apenas 155 kg, graças à utilização de componentes leves como liga de titânio, fibra de carbono e alumínio aeroespecial. Serão apenas 50 unidades produzidas e numeradas que serão vendidas pelo preço inicial de US$ 280 mil.

- Confira o vídeo de apresentação da Feline Yacouba



Teste: Harley-Davidson Breakout entra no line-up 2015




Arthur Caldeira

Com estilo agressivo e imponente, a Harley-Davidson Breakout caiu no gosto dos consumidores da marca norte-americana. Depois de estrear em 2013 como um modelo CVO, ou seja, construído pela divisão de motos customizadas da fábrica, a Breakout entrou para o line-up da Harley no Brasil em 2015 para ser mais uma opção da família Softail. Embora tenha perdido diversos itens personalizados e exclusivos, a Softail Breakout manteve seu estilo longo e baixo e chega a um preço mais acessível: a partir de R$ 58.700 - ainda elevado, mas inferior ao valor da versão CVO, comercializada no ano passado por aqui a R$ 98.700.

A principal diferença está no motor: enquanto a Breakout CVO vinha equipada com o Twin Cam 110 de dois cilindros em “V”, preparado com um kit de desempenho da linha Screamin' Eagle que aumentava sua capacidade para 1802 cm³, a Breakout Softail traz o V2 em sua versão com 96 polegadas cúbicas, exatos 1.585 cm³ de capacidade.

Estilo 
 
Apesar de o motor menor e menos acessórios diferenciados, a “nova” Breakout conta com as características que fizeram dela um sucesso. Um garfo dianteiro alongado, guidão drag-bar, para-lamas mais curtos, roda de 21 polegadas na dianteira, e um enorme pneu de 240 mm de largura na roda traseira. Vale destacar o desenho das belas rodas de liga-leve com diversos raios, com inspiração nos Gasser, estilo de veículos das décadas de 1940 e 1950.

“Nós queríamos chegar à essência da motocicleta, o que significa enfatizar o conjunto motriz e as rodas”, explica Kirk Rasmussen, gerente de estilo da Harley-Davidson. “A pintura do motor, misturando elementos em preto e cromados, destaca-o no centro da moto. Para que os pneus aparecessem ainda mais os pára-lamas foram cortados e são mais curtos”, completa o projetista da marca. Além do motor, o tanque de óleo sob o banco e as duas ponteiras de escapamento são pintadas de preto.
 
O chassi Softail busca “imitar” as antigas motos rabo-duro, sem amortecedor na traseira, mas na verdade estes estão instalados horizontalmente no quadro sob o motor. O simples mostrador redondo que compõe o painel é fixado ao suporte do guidão e completa o visual longo e baixo da Breakout.

Longa e baixa até demais
 
O banco a apenas 66 cm do solo torna fácil a tarefa de montar na Breakout. Mas o guidão reto e as pedaleiras avançadas dificultam a vida dos pilotos de estatura média. Meço 1,71 m e para ter a Breakout sob controle era preciso curvar um pouco as costas e esticar braços e pernas para alcançar os comandos. A posição de pilotagem dá pistas de que a proposta da Breakout não é fazer longas viagens.

Afinal, foi lançada pela Harley como uma moto com visual e “atitude” para as ruas. Seu porte e design chamam a atenção na cidade, ainda mais na unidade testada com a pintura Hard Candy Custom, com flocos brilhantes de metal, que acrescenta R$ 1.650 ao preço da moto (totalizando R$ 60.350). Rodar com a Breakout é como desfilar por aí com uma moto customizada, você torna-se o centro das atenções.

O bom torque em baixas rotações do motor V2, mesmo com sua capacidade reduzida em relação ao modelo CVO, facilita rodar em marchas altas e rotações baixas. O câmbio tem seis velocidades bem escalonadas para aproveitar essa força do motor, porém não traz a sexta marcha over-drive, reforçando que não se trata de uma “estradeira”.

A Breakout serve bem para um role urbano, desde que não haja muito trânsito, pois sua largura é de quase um metro – exatos 91,5 cm. Por outro lado, o largo guidão facilita manejar a Breakout e as mudanças de direção não são tão difíceis como o largo pneu traseiro faz supor. Já para contornar curvas, as pedaleiras avançadas são o limite e elas raspam no chão com frequência, mesmo em curvas mais abertas.

Conclusão
 
A Breakout é o tipo de moto para encarar uma viagem curta, naquela escapada rápida com os amigos no domingo de manhã. Divertida de pilotar, com motor de sobra para arrancadas emocionantes no semáforo e uma ciclística estável em rodovias de asfalto bom e sem muitas curvas. Mas nada prática para o uso diário e até mesmo para viajar. Afinal, o banco para a garupa é minúsculo e a posição de pilotagem não está entre as mais confortáveis das motos Harley-Davidson.

Mas tem qualidades que muitos buscam em uma moto de final de semana: atitude e beleza. O design longo e baixo levado ao extremo com o garfo alongado e um ângulo de cáster de 35°, com roda grande na dianteira e um largo pneuzão na traseira, garante um visual imponente que atrai olhares por onde passa. A Breakout é daquelas motos que dá vontade de tirar da garagem e levar para os amigos verem e admirarem.

FICHA TÉCNICA
 
Harley-Davidson Softail Breakout

Motor Twin Cam 96B, com dois cilindros em “V” e refrigeração a ar
Capacidade 1585 cm³
Diâmetro x curso 95,3 x 111,1 mm
Taxa de compressão 9,2:1
Câmbio Seis velocidades
Potência máxima Não declarada (ND)
Torque máximo 11,8 kgf.m a 2.750 rpm
Suspensão dianteira Garfo telescópico
Suspensão traseira Bichoque
Freio dianteiro Disco Simples
Freio traseiro Disco Simples
Pneu dianteiro 130/60-21
Pneu traseiro 240/40-18
Comprimento total 2.445 mm
Altura total 1040 mm
Largura 915 mm
Entre-eixos 1.710 mm
Altura do assento 660 mm
Altura mínima do solo 120 mm
Peso (em ordem de marcha) 330 kg
Tanque de combustível 18,9 l
Preço a partir de R$ 58.700

Detran: Fiscalização da Lei Seca flagra 185 condutores

 
 
O Programa Direção Segura encerrou a Operação Carnaval na madrugada de quarta-feira de cinzas (18/2) com um total de 185 condutores flagrados sob efeito de álcool e 2.343 testes do etilômetro (bafômetro) realizados desde a noite da sexta-feira. Foram 14 operações integradas para fiscalização da Lei Seca, em um trabalho coordenado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) em parceria com as polícias do Estado.
 
Doze cidades receberam as ações integradas: São Paulo, Guarulhos, Mauá, São Sebastião, Jacareí, Sorocaba, Paulínia, Campinas, Araraquara, Ribeirão Preto, Tatuí e Catanduva. Dois municípios da Baixada Santista (Santos e Praia Grande) e São José do Rio Preto tiveram as operações canceladas por conta da chuva.
 
Os 185 condutores autuados por embriaguez terão que pagar multa no valor de R$ 1.915,40 e vão responder a processo administrativo junto ao Detran.SP para a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A quantia a ser arrecadada com o pagamento das penalidades sobre essa operação deve somar mais de R$ 354 mil.
 
Além disso, 34 dos condutores flagrados responderão na Justiça por crime de trânsito. Eles apresentaram índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro. Se condenados, poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a nova Lei Seca, também conhecida como tolerância zero (lei 12.760/2012).
 
O Detran.SP informa que ainda estão previstas mais de 100 operações integradas para acontecer só no primeiro semestre de 2015, ou seja, quase a totalidade de blitze realizadas de janeiro a dezembro do ano anterior (120). Comparando com o mesmo período do ano passado, que teve 35 operações, o aumento será superior a 240%. O número de cidades fiscalizadas no primeiro semestre deste ano será 6% maior do que em todo o ano de 2014.
 
Foto: Guilherme Lara Campos/Divulgação
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Capacete limpo é sinônimo de boa saúde na moto


























Aldo Tizzani

Equipamento de proteção de uso obrigatório, o capacete pode se transformar em uma incubadora de fungos, bactérias e ácaros que se proliferam em ambientes escuros e úmidos. A grande concentração destes microrganismos pode provocar problemas respiratórios e irritação nos olhos e nas mucosas do nariz e da boca e, em casos extremos, até gerar microtoxinas cancerígenas.

Tudo é uma questão de higiene. Por isso o capacete deve ser comparado a uma roupa íntima: a gente nunca empresta e deve ser lavado com sabão neutro. Quem quer mais eficiência na limpeza do equipamento ainda pode recorrer a outros recursos, como a higienização por ozônio, por exemplo, que dura cerca de 30 minutos.

Dentro do casco

Os capacetes são compostos por diversas partes removíveis e laváveis, algo que deve ser feito, segundo os fabricantes, a cada 30 dias no verão e a cada 60 dias no inverno. “Para essa higienização, todos os acessórios removíveis do capacete - forro, narigueira e viseira - precisam ser retirados e lavados em separado. Pode se utilizar água morna, shampoo infantil, sabão neutro ou de coco, ou seja, produtos com Ph Neutro. Conte também com o auxílio de uma escova de cerdas macias”, explica Karin Obertopp, gerente de Marketing da BR Motorsport, importadora e distribuidora dos capacetes da marcas AGV, LS2 e NoRisk.

Segundo Karin Obertopp, após a lavagem é só enxaguar com água morna e deixar secar na sombra, lembrando que a exposição ao sol pode reduzir a vida útil dos componentes do capacete. O mesmo pode acontecer ao utilizar água quente, escovões, ou outros instrumentos de cerdas espessas, e produtos abrasivos que comprometem a durabilidade do tecido.

Parte externa

A viseira deve ser lavada à mão apenas com água corrente, especialmente se tiver algum tipo de tratamento (antiembaçante, antirriscos, UV etc). Utilizar sabão ou esponjas em sua limpeza pode danificar as propriedades do mesmo. A secagem também deve ser feita à sombra. É recomendado ainda a aplicação de cera protetora automotiva, a mesma utilizada na lataria dos carros. Depois de limpo – seguindo o mesmo procedimento da viseira –, o casco também pode receber uma camada de cera automotiva, que o protegerá das ações do sol.

Higienização por ozônio

Os processos tradicionais de limpeza utilizam produtos químicos e procedimentos que não garantem 100% de eficiência na limpeza do capacete. O ozônio, 100% natural, não deixa resíduos ou odores. O recomendável é fazer este tipo de higienização a cada dois meses. A higienização por ozônio elimina riscos de contaminação de doenças, cheiros desagradáveis e oferece uma sensação de estar usando um produto novo, que acabou de sair da caixa. A higienização por ozônio pode ser encontrada em algumas concessionárias e lojas especializadas.

 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Indian revela inédita Dark Horse com visual 'sombrio'

 

Motocicleta tem coloração preta em quase toda superfície.
Seu motor é um V2 de 1.819 cc com 15,89 kgfm de torque.

 

A centenária fabricante de motos Indian revelou, nos Estados Unidos, seu primeiro lançamento em 2015, enquanto ainda se prepara para iniciar sua operação no Brasil. Chamada de Dark Horse, o modelo utiliza a mesma base mecânica da linha Chief, porém, recebeu uma cara mais agressivo e sombrio, com visual quase completamente na cor preta.

 

Apesar de manter detalhes clássicos da empresa, como o grande para-lama dianteiro que cobre parte da rodas, a moto também possui detalhes mais modernos, como as carenagens laterais traseiras e o painel. Em seu "coração" está o motor Thunder Stroke, um V2 de 1.819 cc com 15,89 kgfm de torque, informa a empresa.




 

 

A indian que chegará ao Brasil em 2015, vem para disputar o mercado com a Harley. A Empresa ainda precisa definir como será a montagem em Manaus. Scout, de 100 cavalos, será a principal moto, com 60% das vendas.

 

 

"Os planos da Indian para o Brasil estão a todo vapor, queremos estar aqui até o final de 2015", afirmou Rodrigo Lourenço, diretor geral da Polaris na América Latina.  "Mas as dificuldades se tornaram maiores para fazermos o anúncio oficial. Para se tornar viável, teremos de produzir em Manaus", acrescentou Lourenço.

 

A empresa ainda estuda se terá a própria fábrica no Brasil ou se fará alguma parceria para terceirizar a montagem, como fazem BMW, Ducati, MV Agusta e KTM com a Dafra. Criada em 1901, nos Estados Unidos, a Indian tenta retornar aos tempos de glória do passado, quando foi mais famosa e importante que a rival Harley-Davidson.

 

Fonte:http://g1.globo.com 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Concessionárias Harley-Davidson disputam título de melhor customizadora

 

A iniciativa veio da representante da H-D no Reino Unido, que promoveu uma competição com 29 revendas

 

A Harley-Davidson do Reino Unido convidou seus 29 concessionários a customizarem uma Sportster Forty-Eight para uma votação popular. O objetivo foi promover a linha Dark Custom, da qual o modelo faz parte, que tem a proposta de oferecer produtos que são um ponto de partida para quem quer customizar.


Cada concessionário concorrente ao título de King of Custom recebeu os mesmos limites de prazo e orçamento, fotografou a Forty-Eight que teve liberdade criativa para modificar e a submeteu à votação pela página da marca no Facebook até o dia 1º de março.

No momento, o modelo mais popular é o criado pela revendedora de Maidstone, a 50 km da capital Londres. A página de votação, com imagens de todas as concorrentes, pode ser acessada clicando na aba H-D Custom Kings do perfil da Harley-Davidson UK.


















 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Crossovers viram nova tendência entre os fabricantes

Honda NC 750X


Carlos Bazela


O termo crossover já é velho conhecido dos fãs de automóveis. Em essência, ele serve para descrever um modelo que mistura dois estilos diferentes. No caso dos carros, crossover costuma definir um veículo com o conforto e a dirigibilidade de um sedã embrulhado na carroceria de um SUV. Entretanto, o conceito já não se limita mais aos veículos de quatro rodas e é apontado como a nova tendência dos fabricantes de motos.


“A crossover faz uma junção entre as trail, as motos de uso misto, e as street esportivas”, comenta Alfredo Guedes Junior, engenheiro da Honda. A marca japonesa, aliás, iniciou recentemente no Brasil a produção da NC 750X, evolução da moto apresentada em 2012 como o primeiro modelo assumidamente crossover do País. Segundo ele, a “mistura” integra o melhor das nakeds esportivas com os modelos de orientação Off Road.


No caso, ficaram as suspensões de curso mais longo das trails e somam-se itens para deixar a moto mais utilizável em condições cotidianas. “Aspectos como a postura de pilotagem e as rodas de aro 17, como as da CB 650F, por exemplo, deixaram o modelo ágil no asfalto”, explica Guedes. 


Transformação das big-trails 

 
Salvo algumas exceções, robustez para transpassar obstáculos, cruzar rios e se aventurar por pedras já não são mais o principal motivo de quem compra uma big-trail. Conforto agora é o mais importante. “Nós focamos em construir uma moto com o desempenho de um modelo de grande capacidade cúbica, mas no qual o piloto pudesse aproveitar uma pilotagem confortável e com grande maneabilidade”, comentou Tomohira Ichimaru, chefe do projeto que criou a nova Suzuki V-Strom 1000, apresentada em 2012 e já à venda no Brasil.


Na Triumph, essa “transformação” começou mais cedo. A Tiger 1050, por exemplo, passou de uma aventureira com rodas raiadas de 19’’ em 2004 para uma moto on-road com pneus aro 17’’ em 2007. Embora a reformulação da família em 2010 tenha dado foco para a aventura nos modelos de 800 e 1200 cc e tirado a Tiger 1050 de cena, ela não permaneceu fora por muito tempo. Um ano depois, a moto ressurgiu com o nome Tiger Sport e as mesmas características visuais. Mas, além do motor tricilíndrico de 1050 cc, incorporou o monobraço traseiro da naked Speed Triple, abraçando de vez a mistura de estilos que caracteriza as motos crossover.


“Existe uma procura grande pela Explorer 1.200cc, mas a Tiger 1050 era muito solicitada. É uma moto para longas viagens no asfalto, na qual foi feito um grande trabalho na questão do conforto e do desempenho”, comenta Claudio Peruche, gerente de Pós-Venda da subsidiária brasileira da Triumph. “Além de ser mais uma opção disponível para o consumidor, ela tem um bom posicionamento de preço”, completa ele. Vendida aqui por R$ 45.990, a moto posiciona-se entre os modelos de 800 e 1200 cc da família Tiger. 


Tendência mundial

 
Posicionar uma crossover como produto central de uma linha também foi a estratégia da BMW com a S 1000 XR. Estreante no mercado europeu – e confirmada para chegar ao Brasil no segundo semestre desse ano – a moto custa 16.200 euros (cerca de R$ 50.000). O valor é mais do que os 13.200 euros cobrados pela naked, porém menos do que os 17.900 pedidos pela superesportiva S 1000 RR no Velho Mundo. 


A BMW, aliás, não foi a única marca que resolveu embarcar no segmento recentemente. No mesmo Salão de Milão 2014, a Yamaha revelou a MT-09 Tracer. Com visual esportivo e também investindo na proposta de conforto para viagens longas, a moto é feita sobre a mesma base da naked MT-09, com a qual partilha também o propulsor tricilíndrico de 847 cm³. 


Na batalha das crossovers, quem está ganhando, pelo menos em quantidade, é a Honda. Entre o lançamento da NC 700X e sua evolução, a marca inseriu outros dois modelos com essa proposta: a CB 500X, cujo visual é semelhante ao da NC, mas com capacidade cúbica menor, e a versão reestilizada da VFR 800X Crossrunner, que traz motor de quatro cilindros em “V” e diversos itens eletrônicos, como controle de tração. Sempre defendendo a versatilidade dos modelos e o apreço do motociclista moderno pelo asfalto como justificativas para apostar alto no segmento.


Para Alfredo Guedes Junior, a demanda pelas crossovers aumentou por conta do momento que o motociclismo vive no mundo todo. “O planeta está partindo para coisas mais racionais e versáteis”, explica. Todavia, vale lembrar que as big-trails aptas para sair do asfalto não estão ameaçadas de extinção. Afinal, modelos como a BMW R 1200 GS Adventure e a própria Honda XL 700V Transalp têm seu público fiel.


“A Transalp, por exemplo, tem DNA mais aventureiro. Quem tem uma, às vezes, até prefere utilizar o carro no dia-a-dia e tem a moto para o lazer aos finais de semana”, finaliza o engenheiro da marca japonesa.




Honda CB 500X
Yamaha MT-09 Tracer
Triumph Tiger Sport
 
BMW S 1000 XR
Honda VFR 800X Crossrunner

Para acomodar nova MT-07, Yamaha reduz preço da XJ6 ABS

Valor do modelo 2015/2016 caiu R$ 1.290, para R$ 30.700. Preço da versão sem freios ABS, que sairá de linha, não foi alterado

 

No evento de lançamento da MT-07, na última sexta-feira (6), a Yamaha anunciou o reposicionamento da XJ6 em sua linha de produtos. O objetivo é acomodar a tradicional 4 cilindros em relação a mais recente novidade, que assumiu o posto de naked de entrada da marca. A estratégia é oferecer a XJ6 apenas na versão ABS, evitando uma aproximação com a recém-chegada bicilíndrica.


Dessa forma, a XJ6 ABS ano/modelo 2015/2016 teve seu preço reduzido de R$ 31.990 para R$ 30.700, ou seja, R$ 1.290 a menos. A standard, que será retirada de linha, permanece com o mesmo preço: R$ 28.890, ofertada apenas no ano/modelo 2015. A título de comparação, a nova MT-07 será vendida por R$ 26.990 e R$ 28.490 (ABS).


Além de descolar a XJ6 da MT-07, a fabricante coloca o modelo em um novo patamar frente à Honda CB 650F, atual líder de vendas da categoria e sua principal concorrente, cujo preço sugerido é R$ 30.378 e R$ 32.683 na versão com freios ABS.


Fonte:http://www.revistaduasrodas.com.br

Nossa História: Yamaha VMax inaugurou conceito de drag-bike

 

Contamos a trajetória do modelo que mudou para sempre o mundo custom com motor V4 sobrealimentado e estética musculosa

 

Poucas motos tão ousadas fizeram sucesso como a Yamaha V-Max 1200, que comemora este ano 30 anos de seu lançamento. Inspirada nos muscle cars, misturava duas paixões americanas: motos custom e provas de aceleração. Inaugurou assim o conceito de “drag-bike”, ao ser equipada com um poderoso motor V4 de 1.200cc capaz de acelerá-la de 0 a 400 metros em 10,3 segundos e fazê-la atingir 250 km/h. Em 1985, foi apresentada como a moto mais potente do mundo, somando 145 cv.

A ideia de lançar uma motocicleta custom de estilo agressivo e tão emocionante de acelerar quanto um muscle car veio do então gerente geral da Yamaha do Japão Akira Araki, após assistir a provas de arrancada em uma viagem aos Estados Unidos. Em conjunto com uma equipe de design chefiada por Yasushi Ashihara surgiu o esboço do que seria futuramente a VMax, exibindo grandes tomadas de ar laterais inspiradas em jatos de caça e ponteiras de escape cônicas apontadas para cada lado como nos dragsters.

O motor V4 com 4 válvulas por cilindro, comando duplo e refrigeração líquida veio da touring XVZ 1200 Venture. No entanto, os engenheiros queriam extrair mais que os 97 cv para realmente impressionar o público. Diversos recursos foram testados e até a instalação de um turbo foi considerada, e logo descartada pela complexidade e espaço necessário. A solução veio com um sistema nomeado de Vboost, que através de borboletas controladas eletronicamente libera ligações nos dutos de admissão para que cada cilindro seja alimentado por dois carburadores ao mesmo tempo a partir de 6.500 rpm (são quatro carburadores, que podem alimentar outro cilindro enquanto o próprio não está em fase de admissão). Houve também uma versão da VMax sem o Vboost, que desenvolvia 102 cv e era exportada para países com mais restrições a poluentes.

Aceleração estúpida

O desempenho elevado até para os padrões atuais torna a experiência de pilotar a VMax única. “Estica-se a 2ª e a 3ª marcha e a demonstração de força é contínua e de forma estúpida. Tudo parece igual e promete acontecer o mesmo em 4ª e 5ª marcha”, relatava o primeiro teste publicado por Duas Rodas, em 1985. Um pequeno velocímetro sobre o guidão curto, típico de motos naked, indica a velocidade crescendo vertiginosamente. Dois relógios adicionais (conta-giros e temperatura) ficam agrupados em cima do falso tanque com as luzes-espia, como no console central de um muscle car. A peça pintada sobre o motor apenas esconde a caixa de ar para os quatro carburadores, enquanto o tanque fica embaixo do tanque.

Se o motor da VMax surpreendia, não se pode dizer o mesmo do restante do conjunto. Mesmo com o tanque de combustível sob o banco para baixar o centro de gravidade e uma postura de pilotagem semelhante à das motos naked, que facilita o domínio sobre a moto, o peso suspenso limitava a agilidade e a estabilidade em altas velocidades não era digna de elogios. Sua virtude não estava nas curvas, mas sim nas acelerações em linha reta – como uma boa versão de duas rodas de um muscle car...

Do lançamento até a versão comemorativa de 20 anos que encerrou sua produção em 2005, a VMax passou por poucas mudanças. A maioria delas estéticas, como as novas rodas em 1987, variações de pintura e acabamento imitando fibra de carbono nas partes plásticas a partir de 1999. As evoluções técnicas foram sutis, como a utilização de discos ventilados a partir de 1986, inclusão de ignição eletrônica digital em 1990, comando de válvulas com novo diagrama de abertura para render mais torque em baixas rotações e relação de transmissão alongada em 1991, bengalas com 43 mm de diâmetro (antes 40 mm), novas pinças de freio de 4 pistões e alternador mais potente em 1993 e, por fim, a substituição do filtro de óleo de papel pelo tipo cartucho em 1996.

O encerramento da produção da VMax não foi suficiente para colocar um fim no legado de sucesso. Assim como aconteceu com outros modelos de identidade marcante criados pela Yamaha nos anos 1980, a valorização no mercado de usadas permaneceria ao longo dos anos e a fabricante aproveitaria para relançá-la como uma nova moto. O retorno ocorreu três anos depois com design que faz referência ao passado e um novo V4 de 1.679cc com 200 cv de potência e 17 kgf.m de torque. Vendida quase que por encomenda com o maior preço da linha Yamaha atual, a nova VMax mantém viva a fama de seu poder de aceleração brutal.








Fotos: Mario Villaescusa

 Fonte:http://www.revistaduasrodas.com.br