Mc carcarás do ingá

Mc carcarás do ingá
itacoatiaras de ingá - PB

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Fazer YS 150 2015

Yamaha lança a nova Fazer YS 150 2015 que chegou ao mercado já surpreendendo, uma moto que tem um estilo esportivo e muita tecnologia e conforto. Mais um sucesso para a marca que como sempre traz inovações e produtos novos para atender as diferentes necessidades dos usuários.


Com as mudanças e adaptações essa versão chegou mais completa e está sendo considerada uma exclusividade no mercado brasileiro, pois ainda não tínhamos um veículo com tais características como essa apresenta.

A marca ainda trouxe duas versões para essa linha, sendo elas:

• Versão ED – a partir de R$ 7.390,00;

• Versão SED – a partir de R$ 7.850,00.

Cores disponíveis na versão ED:  Preta e vermelha Azul, Laranja e Branca;

Cores disponíveis na versão SED: Branco, Azul e Laranja.

Ao analisar a ficha técnica é possível entender por que a moto está sendo considerada uma exclusividade. Mesmo tendo um bom desempenho esse modelo não tem um valor assim tão alto, e isso é muito bom para que as vendas sejam excelentes.

Atualmente as marcas que mais disputam no mercado de duas rodas é a Honda e a Yamaha, e com certeza esse lançamento vai preocupar muito a concorrência, e vamos ver se elas também vão lançar modelos para concorrer com esse.

Yamaha é uma fabricante japonesa de alta qualidade, que traz para os seus produtos uma qualidade importada e diferenciada. Não é a toa que essa marca tem se destacado tanto nos últimos anos. E com esse lançamento ela tem mais um produto para ficar entre as marcas mais vendidas.


Ficha Técnica Fazer YS 150 2015

O motor da nova Fazer YS 150 2015 desenvolve 12,2 cavalos de potência, apresenta 7.500 rpm e um toque máximo de 1,28 mkgf a 5.550 rpm. Com isso já percebe o bom desempenho da versão.

Além disso, temos um design bem moderno e arrojado, com os novos traços a marca ainda conseguiu trazer uma certa agressividade para o modelo. Caso queira conhecer mais a fundo não deixe de procurar uma concessionária.

A versão já se encontra disponível em todas as concessionárias do Brasil e o cliente interessado pode agendar um teste drive para conhecer melhor a moto.

• 150 cilindradas;
• Motor Refrigerado a ar, 4 tempo, SOHC;
• Partida elétrica;
• Tanque com 15,2 litros;
• 5 velocidades, engrenagem constante;
• Disco hidráulico de 245 mm de diâmetro;
• Painel digital – velocimetro, hodômetro total e parcial, indicador de marcha;
• Marcador do nível de combustível.



Dafra Roadwin 250R 2015


Quem procura por uma moto bem moderna e esportiva tem o modelo Dafra Roadwin 250R 2015 a disposição, um dos mais indicados da categoria. Considerada uma das mais completas da marca e tem pessoas que há consideram estar entre as melhores do segmento, essa moto ganha uma nova versão para esse ano e chega ainda melhor ao mercado.

Um ponto positivo nesse modelo é o seu custo e benefício, mesmo sendo uma moto grande e moderna ela não tem um preço tão alto como outros modelos da concorrência. Acaba sendo um ótimo detalhe para que as vendas sejam ótimas.

Com um motor robusto de 250cc essa moto tem um excelente desempenho ao mesmo tempo em que oferece mais conforto para que o motorista e o passageiro possam ter tranquilidade.

Uma moto indicada para ser usado tanto em ambientes urbanos como também na estrada, por que seu desempenho é ótimo mas ela não perde o conforto por isso, diferente de muitas outras motos da concorrência.

A Dafra passou a ter uma presença mais marcante no mercado nos últimos anos, e isso se deu pelo fato dela ter inovado e investido bastante no design e tecnologia dos modelos, trazendo assim motos mais completas e com custo e benefício bem acessível.

As cores disponíveis para essa versão foram:

• Branco;
• Vermelho.


Ficha Técnica e Preço da Dafra Roadwin 250R 2015

 



O modelo conta com farol integrado à carenagem frontal, painel de instrumentos digital completo, com iluminação em LED azul, traseira completamente modificada para o mercado brasileiro, com lanterna em LED, freios a disco duplo na dianteira e a disco na traseira, rodas de liga-leve aro 17” e pneus Pirelli SportDemon. Um dos pontos fortes da nova Roadwin 250R é a ergonomia. Mesmo com uma posição de pilotagem esportiva, é possível conduzir a motocicleta em grandes percursos urbanos ou rodoviários de forma tranquila e agradável.



Motor Monocilíndrico, 4 tempos, DOHC, refrigerado a água
Cilindrada 247 cm³
Disposição do Cilindro Vertical
Potência Máxima 24 cv a 9.000 rpm
Torque máximo 18,9 N.m a 7.000 rpm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica
Diâmetro x curso 73 X 59 mm
Taxa de compressão 11:1
Transmissão 5 velocidades
Altura 1.180 mm
Largura 778 mm
Comprimento 2.025 mm
Distância entre eixos 1.390 mm
Altura mínima do solo 139 mm
Altura do banco 780 mm
Peso seco 158 kg
Chassi Berço duplo
Suspensão dianteira Telescópica
Suspensão traseira Braço oscilante, monoamortecida
Freio dianteiro Disco duplo
Freio traseiro Disco
Rodas Liga leve
Pneu dianteiro 110/70 - 17
Pneu traseiro 130/70-17
Sistema de partida Elétrica
Capacidade do tanque de combustível 15 litros
Capacidade do óleo do motor (após drenagem) 1,3 litro
Ignição Transistor (ECU)


Em relação ao preço a moto teve um reajuste também devido as mudanças que passou. Ela está saindo a:

• Preço da Dafra Roadwin – a partir de R$ 13.590,00

Um valor acessível se tratando de um modelo tão completo como essa versão está. De fato ela tem tudo para ter ótimas vendas, resta-nos acompanhar como será recepcionado no mercado e ver como as vendas serão.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Traxx inicia produção da naked TSS 250 no Brasil


A street, apresentada no fim do ano passado, será vendida no país a partir de abril


A primeira geração da família TSS começou a ser produzida nessa quinta-feira (26/02), na fábrica da Traxx, em Manaus (AM). A fabricante nacional, que faz parte do China South Group, revelou a nova linha TSS, com motos de 250, 160 e 150 cc, no final de 2014. De acordo com engenheiros da empresa, esses projetos foram concebidos pela Jialing e receberam especial atenção para se adequarem ao mercado nacional e principalmente ao gosto do brasileiro.


Chamada de TSS 250, o primeiro modelo da família TSS a entrar na linha de produção é voltada ao uso urbano com detalhes como lanternas e piscas em LED. O painel possui misto de digital e analógico. A nova naked da Traxx vem equipada com um motor monocilíndrico alimentado por injeção eletrônica, com arrefecimento a óleo, freio a disco nas duas rodas e painel digital, com conta-giros analógico.


O preço sugerido para a venda nas concessionárias ainda não foi definido para a TSS 250, mas a Traxx informa que será compatível com os valores praticados para modelos de 250cc da marca. Ao longo do ano a marca lançará outras duas versões da linha urbana TSS, uma de 150cc e a outra de 160cc, esta prevista para outubro.

 
Traxx TSS 150 e 160 (Foto: Divulgação)

Fontes: Equipe MOTO.com.br
http://www.revistaduasrodas.com.br
http://g1.globo.com 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Harley-Davidson expande projeto de sua moto elétrica para mais países

 
Harley-Davidson LiveWire elétrica (Foto: Peter Reitzfeld / Divulgação)

Empresa utiliza opinião de clientes para desenvolver modelo.
Europa e Ásia passam a fazer parte da experimentação; Brasil fica fora.

 

A Harley-Davidson segue expandindo a sua experimentação mundial com clientes de sua primeira moto elétrica, ainda chamada pelo nome de projeto LiveWire. De acordo com a empresa, o mercado asiático e europeu receberão unidades do modelo para que os clientes andem e contribuam com suas opiniões no desenvolvimento da motocicleta.

O Brasil ainda não está na lista de países pelo qual o tour passará. A turnê 2015 começa com eventos no Circuito Internacional Sepang, na Malásia, entre 25 de fevereiro e 04 de março.

Europa, Canadá e Estados Unidos também seguirão com as clínicas com motociclistas. "Neste ano, estamos expandindo a iniciativa para uma audiência global, para obtermos informações ainda mais diversificadas, contribuindo para o direcionamento futuro desta tecnologia extraordinária", afirma Mark-Hans Richer, vice-presidente sênior de marketing da Harley-Davidson.

Em 2014, cerca de 15.000 clientes tiveram acesso a moto, incluindo 6.800 pessoas que a pilotaram durante a turnê que visitou 30 concessionárias Harley-Davidson nos Estados Unidos.

Apesar de o Brasil ainda estar fora do calendário, parada especial em Miami proporcionou a participação de clientes brasileiros e outros países da América Latina.

 

Vem aí a Yamaha RD 300 (ou será RD 350?)

Para retomar o caminho do crescimento no Brasil, a Yamaha adotou uma estratégia mais agressiva e passou a disputar espaço em nichos bem específicos do nosso mercado. Foi assim com as duas motinhos no segmento de entrada (Fazer 150  e Crosser 150), seguiu com as duas naked MT-09 e MT-07, e agora a empresa já prepara mais um lançamento, desta vez no segmento das pequenas esportivas.

Moto chegará para balançar o mercado das superesportivas
Durante muito tempo a Kawasaki ficou sozinha com a sua Ninjinha (250 e 300). Depois a Honda apareceu com a sua CBR 250R, mas sem muito ímpeto. A Dafra também tentou com a Roadwin 250, mas ficou só na tentativa. E agora, parece que a Yamaha quer um bom pedaço desse segmento ainda dominado pela Kawasaki. Ao menos o produto escolhido pode de fato alcançar sucesso. Trata-se da YZF-R3, que no Brasil poderá ser chamada de RD 300 ou quem sabe de RD 350, sem dúvida um nome muito mais forte e que tem história.

Este segmento tem na Kawasaki Ninja 300 (ninjinha) a liderança de vendas, com 2.845 unidades vendidas em 2014 e preço médio é R$19.496,00. A concorrente Honda CBR 250R  não chega nem próximo em volume, apesar de custar quase R$4.000,00 a menos. Em 2014 foram vendidas apenas 795 unidades da Honda, cujo preço médio é R$15.987,00. É neste pequeno, mas importante segmento, que a nova Yamaha vai entrar.

Como não poderia ser de outra forma, o desenho da YZF-R3 segue as linhas de sua irmã mais velha e mais forte, R1, apenas para usar a referência presente no nosso mercado. Mas na Europa há também a YZF-R125, R25 e R6, além da nova R3. A Yamaha dá a toda sua linha superesportiva o mesmo tratamento estético e nesta R3 não é diferente: carenagens com recortes e muito angulada, grande entrada de ar central, duplo farol dianteiro com cores e grafismos que remetem à equipe oficial da MotoGP. Quem a vê não tem dúvida: trata-se de uma moto com DNA de pista, uma autêntica superbike para o dia-a-dia.

Apenas duas cores disponíveis, mas nos EUA há também o vermelho
 O motor tem dois cilindros em linha, 321 cc,  duplo comando de válvula no cabeçote (DOHC) e arrefecimento líquido. Essa configuração garante um desempenho que merece muito respeito: são 42 cv a 10.750 rpm e 3 kgf.m de torque a 9.000 rpm, números que indicam respostas rápidas e muita força em giros mais altos. Segundo as informações da Yamaha, os pistões são forjados para tirar 10% de peso (em relação aos pistões fundidos) e oferecer melhor resposta do acelerador, suportar temperaturas maiores e assim ganhar em eficiência.

A construção da moto segue padrões trazidos das pistas, sobretudo do mundial de superbike. A engenharia da Yamaha procura centralizar as massas da moto para melhorar o equilíbrio e dar mais agilidade nas manobras de mudanças de direção. O chassi é tubular do tipo diamond com o motor fazendo parte da estrutura e as dimensões da moto são pequenas, com entre-eixos de 1.380 mm, 780 mm de altura do banco e rodas de 17 polegadas, o que deve garantir excelente nível de controle da moto, mesmo para pilotos menos experientes.

Outra característica trazida de sua irmã maior (R1) é o comprimento da balança maior para melhorar a estabilidade da moto em todas as condições de aceleração, curva e frenagem. As suspensões seguem o padrão, com amortecedor único da traseira (tipo monocross) e 125 mm de curso, e garfo telescópico com 130 mm de curso na dianteira. O sistema de freios traz ABS de série e tem freio a disco flutuante de 298 mm de diâmetro com pinça de dois pistões na dianteira e disco simples na traseira com 220 mm de diâmetro e pinça de um pistão. O peso em ordem de marcha é 169 kg.

Esta moto já tem confirmação de chegada no mercado norte-americano e europeu para este ano. Nos EUA, o preço já está estipulado em US$ 4.990 (algo em torno de R$ 12.000). Mas por aqui, esta moto – RD 300 – deverá seguir o preço de sua principal concorrente, a Kawasaki Ninjinha, que hoje está em torno de R$19.476,00 (FIPE). Mas se a Yamaha quiser realmente balançar (e agradar) o mercado, deve colocá-la a um preço próximo dos R$16.000,00. Enquanto a “nossa” RD 300 não chega, curta as fotos .









Hesketh promete “Bugatti Veyron” de duas rodas
























A Hesketh 24 foi inspirada no carro de James Hunt

Se você é fã de Formula 1, com certeza conhece a Hesketh, a equipe pela qual o polêmico piloto James Hunt competia na década de 1970. Entretanto, a escuderia mais tarde se tornou uma fabricante de motos, lançando o modelo V1000 em 1982, mas abandonou o negócio dois anos depois.

Em 2013, a Hesketh mostrou o modelo 24, uma naked com motor de dois cilindros em “V'' de 1.950 cm³. Pintada nas cores do carro usado por Hunt, a moto teve produção limitada a apenas 24 exemplares com preço de 35.000 libras, valor equivalente a mais de R$ 150.000.

 A Hesket V 1000, lançada na década de 1980

Agora que 16 unidades do modelo já foram vendidas e a marca acredita que as restantes serão comercializadas até o final do ano, a Hesketh já começa a trabalhar em outro projeto, ainda mais ambicioso. “Se a 24 é como se fosse um Aston Martin, estamos trabalhando agora em um Bugatti Veyron'', revelou Paul Sleeman, chefão da marca britânica.

Resta aguardar e ver se a moto será tão potente que justifique a comparação. Afinal, que ela vai ser cara e produzida em tiragem limitada, nós já sabemos. (por Carlos Bazela)

O famoso Bugatti Veyron
 Fonte: infomoto

Qual é a hora certa de trocar o pneu da moto?

 Rodar com pneus em bom estado de conservação é uma questão de segurança

Pneu “careca” representa perigo iminente ao motociclista, seja na hora de acelerar, frear e contornar curvas. Em piso molhado,  então, piora ainda mais. Entre as diversas funções dos sulcos dos pneus está a drenagem da água. Os sulcos pouco profundos não drenam a água corretamente e uma simples frenagem pode causar uma queda em dia de chuva. Dessa forma, pneus em boas condições são fundamentais para garantir a segurança do motociclista. No último final de semana fui dar um “rolê” de moto com alguns amigos – alias, diga-se de passagem, pilotos experientes – e este assunto voltou à tona em função da estabilidade da moto em piso molhado. Entre um suco de laranja e um pão de queijo uma pergunta ficou no ar: “mas qual a hora de substituir o pneu da minha moto?”

O TWI é um ressalto de borracha disposto transversalmente entre os sulcos do pneu

Pensando em facilitar a vida de todo e qualquer motociclista, as fábricas de pneus dotaram seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de substituí-los. Trata-se do TWI, um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa indicador de desgaste da banda de rodagem. Todo pneu conta com o TWI, um filete de borracha – ressalto – disposto transversalmente entre os sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem está na hora de trocar o pneu.

A disposição desses indicadores de desgaste pode ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição TWI ou ainda alguma indicação como, por exemplo, uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.


O TWI pode ser localizado pela sigla na lateral do pneu, seta ou até o logotipo do fabricante

Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta. E, não esqueça: para garantir uma maior vida útil aos pneus da sua moto, verifique semanalmente a calibragem. Além da falta de segurança, pneu careca é passível de multa. (Por Aldo Tizzani).

Fonte: infomoto

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Aventura: uma viagem pelos dois lados do Brasil

 

Motociclistas mineiros viajaram pelas regiões Norte e Nordeste do país e conheceram de perto o extremo entre ter muita água e não tê-la

A dupla de motociclistas Wendell Fabrício e Lucas Pantuza estava no quinto dia de viagem, mas a sensação era de que tudo começava ali. Os mineiros estavam em Belém do Pará assistindo, tensos, suas motos serem colocadas no barco que os levaria ao município de Muaná, na Ilha de Marajó (PA). A preocupação não era exatamente com as seis horas de viagem previstas, mas com suas fiéis companheiras de viagem, uma BMW G 650 GS e uma Yamaha XT 660R. E se aqueles rapazes as derrubassem no rio ao passar por aquela tábua estreita que liga o porto ao barco?

Acabaria ali mesmo as pretensões dos amigos de conhecerem dois lados opostos do Brasil, o abundante em água e o que sofre pela falta dela. O receio dos viajantes, porém, não tinha muita razão de ser. Aqueles homens, funcionários do barco, fazem isso a todo tempo – e com maestria. Assim, o plano de visitar comunidades ribeirinhas na região paraense, bem como conhecer o coração do sertão nordestino, nos estados de Piauí, Pernambuco e Ceará, mantinha-se vivo. Já com as motos embarcadas e os viajantes nas redes, era hora de relaxar. Veio um sentimento de alívio e orgulho por ter conseguido atingir um dos destinos principais da viagem e realizar o sonho antigo de chegar de moto até a maior ilha fluviomarítima do mundo, dona de uma natureza ímpar e pouco conhecida pelos brasileiros.

Na Ilha do Marajó foram diversos passeios e confraternizações com o hospitaleiro povo local. Muita comida, especialmente açaí e camarão, além de excelentes banhos nos imponentes rios, como o Mocajatuba. Impressionante como os rios e igarapés ditam o ritmo e impõem limites para as pessoas. O efeito da maré, mesmo a mais de 100 km do oceano, faz o nível d’água subir e descer periodicamente mais de 3 m, trazendo harmonia entre a floresta alagada e as diversas espécies aquáticas que aproveitam as altas para se alimentar.

O retorno para Belém durou quase uma noite inteira, e cheia de emoção. O trecho de aproximadamente 100 km teve águas muito turbulentas e, por consequência, balanço. Os passageiros, deitados em redes, chocavam-se seguidamente. Noite longa, mas sem riscos. Em terra firme, era hora de seguir. Olhando no retrovisor o sentimento era de “até logo Amazônia”. Agora o foco era o sertão. O desejo era conhecer o coração do sertão nordestino e as raízes do forró eternizado por Luiz Gonzaga. Antes, precisavam cruzar 1.500 km de estrada, com parada para conhecer a bela Teresina (PI), chegando até Juazeiro do Norte (CE), ponto de apoio para conhecer municípios e lugarejos cearenses e pernambucanos. A terra árida do sertão muda não só a paisagem, mas também a cultura e costumes locais. A água abundante, entretanto, é uma das poucas coisas que faltam ali. Povo simpático, de cultura forte e religiosidade singular.

Exu foi um marco da viagem. Uma pequena cidade do oeste pernambucano que carrega o importante título de Terra do Rei do Baião. A cidade transpira Luiz Gonzaga e abriga diversos monumentos e alusões ao legado dele. A visita ao Museu do Gonzagão deu combustível para conhecer pessoalmente o local onde ele nasceu. Seguiram até o pequeno Vilarejo do Araripe, local que abriga poucas casas, e puderam até mesmo conhecer e conversar com membros da família Gonzaga. Também compreenderam o motivo pelo qual Juazeiro do Norte é considerada um dos três polos de religiosidade popular do Brasil. A figura de Padre Cícero, religioso envolvido em questões sociais e políticas, é constante. Transformou a antiga e pequena vila de Juazeiro do Norte na segunda maior cidade do Ceará.

Houve tempo para conhecer um pouco do registro paleontológico da região da Chapada do Araripe, na divisa do Ceará, Piauí e Pernambuco. Foram levados não só ao espaço de visitantes do museu do Geopark Araripe, como também tiveram o privilégio de ter contato com os trabalhos dos pesquisadores no laboratório dos fósseis, registro ímpar do período Cretáceo no Brasil.

O retorno duraria ainda mais cinco dias, com uma passagem de dois dias em Salvador (BA). Era hora de aproveitar um pouco as belas praias locais e uma boa comida à base de mariscos. Destaque para a orla revitalizada no Farol da Barra, que ficou esplêndida. Depois de 18 dias e mais de 7 mil km, viram a placa “Bem vindo a Belo Horizonte”.

“Viajar de moto é uma forma de suprir uma necessidade estranha que sai de dentro de nós. Algo inexplicável e que consegue ser simples porque tem começo, meio e fim – você estabelece o ponto que quer chegar e vai. Os objetivos são claros: chegar ao final e lidar com as complexidades e adversidades do trajeto, que certamente virão. Não é um propósito vago, como boa parte das coisas que estamos fazendo por aí”, diz Wendell Fabrício, já pensando na próxima aventura.

Fonte:http://www.revistaduasrodas.com.br